1. Oficina de animação

Gustavo Liberdade

 

Sendo a animação uma arte cinematográfica com dinâmicas próprias - onde a gestão de controlo e as suas possibilidades requerem uma panóplia de conhecimentos específicos que não só aglutinam como extravasam os do cinema de imagem real - as suas potencialidades narrativas, sensoriais e pedagógicas não conhecem limites. 

Nesse sentido, esta oficina de animação propõe-se facultar conhecimentos técnicos básicos para a elaboração (do princípio ao fim) de pequenos filmes animados. 

Serão abordadas nesta formação as seguintes temáticas: 

- Uma breve história do cinema de animação; 

- Técnicas básicas de construção da narrativa; 

- Conceitos/técnicas primárias de animação de volumes;
- Simples edição, sonorização e exportação de video.
Deste modo, na oficina irá ser realizado um "nano filme" de animação, onde todos os participantes farão parte da "equipa de produção" do mesmo, ficando com as necessárias bases para elaborarem sozinhos os seus futuros filmes.

2. Parceiros improváveis: como a Leitura Assistida por Animais pode ajudar na escola e na biblioteca

Maria José Mackaaij

 

Ler bem e ler com prazer são objectivos partilhados pelas crianças, pela escola, a biblioteca e as famílias.

Contudo, a aprendizagem da leitura pode tornar-se inesperadamente difícil e frustrante, comprometendo o autoconceito e o sucesso académico dos alunos. Até mesmo crianças que antes se interessavam por ouvir os adultos a ler histórias (pais, educadores, professores) poderão não vir a desenvolver motivação e hábitos de leitura ou de frequência da biblioteca, seja ela escolar ou pública.

Todavia, estudos nacionais e internacionais têm vindo a demonstrar que a implementação de projetos de Leitura Assistida por Animais revelam que as crianças experienciam uma aprendizagem mais comprometida para superação das suas dificuldades e que emoções positivas emergem na relação destas crianças com o livro e a leitura e com os espaços onde a leitura acontece - a escola e a biblioteca.

Nesta oficina abordaremos alguns aspectos teóricos e desfrutaremos da experiência concreta do trabalho com cão e leitura.

3. Roteiros Digitais de Leitura

Teresa Pombo

 

A iniciativa Roteiros Digitais de Leitura pretende, no contexto da ação da Equipa do Plano Nacional de Leitura 2027, apoiar as escolas na implementação de estratégias de promoção da leitura em ambiente digital.

Nesta Oficina, explorar-se-ão alguns exemplos de Roteiros Digitais de Leitura construídos com ferramentas Google  e alguns tutoriais passo-a-passo para a sua execução.

Os recursos educativos digitais produzidos com ferramentas Google, de acesso livre,  beneficiam de toda a riqueza socio-cultural que a geo-referenciação permite.

A integração de conteúdo através da edição dos marcadores permite a integração multimédia de recursos, oferecendo a professores e alunos uma experiência de ensino-aprendizagem rica em que o conteúdo da Internet surge filtrado com uma intenção educativa bem definida e em ambiente seguro.

Nesta sessão em particular, colocar-se-á a ênfase na produção de roteiros de leitura como recurso que pode ter diversas finalidades. Os participantes terão oportunidade de perceber de modo mais aprofundado como se estrutura e funciona a ferramenta Google Earth e quais os principais passos para a construção e partilha de recursos educativos digitais realizados com este software.

4. Escrever para Ler

Margarida Fonseca Santos

 

Muito se tem feito pela leitura, mas continuamos a temer que o gosto pela leitura decresça ― e decresce de forma evidente na adolescência. E a escrita, orientada de forma lúdica, pode ajudar-nos, e muito, neste processo. Vamos tratar do ato de ler e escrever como um trabalho artístico. Em vez de regras e mapas de escrita, de análises de estruturas, podemos jogar com as palavras, encontrar-lhes o encanto ao retirá-las dos caminhos habituais, moldando-as até lhes encontrar um sentido, um novo sentido. Separando a literatura da aprendizagem da língua, experimentando tal como fazemos com as artes plásticas, poderemos sentir o texto, e assim compreender a magia da leitura.

5. Livro Coletivo

Leonor Pego

 

Oficina de processos e metodologias na construção de livros coletivos, com grupos ou turmas.

O desafio de fazer um livro de autor de raiz, com um grupo ou turma pode ser um grande aventura. Normalmente, desperta grande entusiasmo e é uma boa forma de desenvolver processos colaborativos e sentido critico. Tratando-se de um grupo de pessoas diferentes em que as ideias abundam e são pouco afuniladas é essencial que se respeitem as decisões coletivas e as consigamos traduzir num objeto interessante e curioso que seja reflexo delas.

Nesta oficina pretende abordar-se processos de pesquisa e germinação de ideias, participação e partilha criativa na prática narrativa e de promoção de textos para livros, assim como uma parte prática com exemplos reais e propostas para soluções práticas na construção de formatos livros originais e criativos.

6. Cidadania Digital

Jorge Borges

Nesta oficina vai-se falar da web e do uso seguro da informação na sala de aula e na vida, de tecnologias digitais, de informação, de conhecimento e de aprendizagem. Em suma, de multiliteracias.

Como ensinar e aprender no mundo digital que é hoje o nosso? Como tirar partido, como abrir a porta ao saber informal na sala de aula? Como é que se transforma em conhecimento? Como é que se promove, nos nossos alunos, a aprendizagem ao longo da vida?

Os professores dirigem as aprendizagens nas Escolas e devem por isso apropriar-se destes (novos) saberes, de forma a poderem usá-los e transmiti-los aos alunos.

7. Da Narrativa ao Teatro - Ferramentas para trabalhar o texto narrativo através da expressão dramática

Antonella Gilardi

 

Nesta oficina pretende-se refletir sobre as possibilidades que o texto narrativo oferece para ser “trabalhado” através do teatro, da música e das artes plásticas. Vamos experimentar algumas “técnicas” e ferramentas que podem facilmente ser utilizadas em contexto de trabalho de turma e perceber como se procede na criação de um espectáculo com um ou diferentes grupos.

 

Conteúdos:

  • Texto teatral e texto narrativo: vantagens e desvantagens

  • Seleção de textos das orientações curriculares: exemplos de trabalho com meios e técnicas  diferentes

  • Como trabalhar com diferentes faixas etárias e com mais turmas

  • Experimentação: exemplos de jogos dramáticos de grupo, que podem ser utilizados para coreografias

  • A importância do guião: como se constrói e para quem

Se ainda houver tempo:

  • Diferentes tipos de ensaios

  • Dia X: medos, papéis, autonomia, capacidade de improviso, festa

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